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Blog de música. Toda música. Por Lucas Cunha

Arquivo MM: A estreia solo do pop feminino de Érika Martins, ex-Penélope

Imagem de Érika Martins na divulgação do seu primeiro disco solo, em 2009. Foto: Daryan Dornelles | Divulgação

Imagem de Érika Martins na divulgação do seu primeiro disco solo, em 2009. Foto: Daryan Dornelles | Divulgação

Em 2009, Érika Martins lançou seu primeiro disco solo, que leva seu próprio nome. Fiz essa entrevista abaixo para o Caderno 2 de A TARDE, à época do lançamento do álbum.

Érika é ex-vocalista da Penélope, banda pop baiana que chegou a namorar com o sucesso em escala nacional na virada dos anos 1990/2000.

Agora no final de 2013, Érika lançou seu segundo disco solo, “Modinhas”. Mais sobre o disco pode ser visto na matéria bacana do chapa Chico Castro também para o Jornal A TARDE.

A estreia solo do pop feminino de Érika Martins, ex-Penélope

Sua voz é a mesma, seu charme e beleza também, mas seus parceiros mudaram bastante. Essa é a principal novidade no primeiro disco solo de Érika Martins, ex-vocalista da Penélope, banda baiana que trouxe um belo frescor ao cenário pop brasileiro em 1999 com o disco “Mi Casa, Su Casa”, dono de canções bem executadas nas rádios como “Holiday” e “Namorinho de Portão”.

Após outros dois discos (o autoral “Buganvília”, 2001, e o de covers “Rock Meu Amor”, 2003), a banda chegou ao fim em 2004. Nessa época, Érika já morava no Rio de Janeiro, onde reside até hoje, atualmente casada com o líder da banda Autoramas, Gabriel Thomaz, que se apresentou em Salvador no final de Agosto.

Então, não por acaso, Gabriel acabou sendo o principal parceiro da Érika, em quatro (“Música de Amor”, “Me Provocar”, “Vou Te Esperar” e “Você Tem Muito Que Aprender Sobre as Mulheres”) das 11 músicas (mais uma versão alternativa do single “Lento”) do disco que acaba de sair pelo selo Toca Discos, com distribuição da Warner.

“Não digo que seja uma influência, acho até que foi o contrário, rolou aí uma simbiose, ele teve que se transformar no que eu queria para compor comigo. As letras são todas minhas, e ele vinha as vezes com a música. Acho que ele se revelou um compositor ainda melhor do que já é conhecido, conseguiu pensar bem o que eu queria para as músicas”, disse a cantora, em entrevista por telefone, feliz por ouvir “esse sotaque baiano” do outro lado da linha.

Outras parcerias
Com mais liberdade para escolher os parceiros do que quando estava na Penélope, Érika se deu a liberdade de regravar algumas músicas de artistas conhecidos e alternativos, e até encomendar músicas para compositores que lhe agradam.

Esse é o caso da canção de abertura, “Sacarina”, escrita por Pedro Veríssimo (neto de Erico Veríssimo) e Iuri Freiberger, da banda gaúcha Tom Bloch.

“Admiro essa sensibilidade de alguns homens, como é o caso também do Ronei Jorge (músico baiano que compôs três canções para a Penélope, como “O Circo”), de conseguir sacar bem o universo feminino. Acho que “Sacarina” pode virar um hino para as meninas, todas tem uma fase que vivem subjugadas a algum homem, ou mesmo uma situação, até o momento de chutar o balde e retomar o poder da sua vida”.

E o universo feminino continua sendo o principal tema das canções de Érika, assim como acontecia na maioria das músicas da Penélope. As exceções em seu disco solo são as regravações de “Kung Fu”, de Kassim, da carioca Acabou La Tequila, e “Nada Sem Você”, de Dudu de Carvalho, dos baianos da Los Canos.

Para a música de trabalho, a escolhida foi uma versão, algo comum também na época da Penélope. É “Lento”, da cantora mexicana Julieta Venegas, grande sucesso na América Latina que vem estreitando relações com o Brasil recentemente, em parcerias com Lenine e Marisa Monte.

“Quem me apresentou a Julieta foi o Tom Capone (produtor morto em um acidente de moto em 2004, que era casado com Constança Scofield, amiga e parceira de Érika na Penélope). Me identifiquei muito com o universo dela, que é um universo que faço parte. Sinto falta de cantoras assim no Brasil. Acho que cada lugar do mundo tem uma representante, como a Regina Spektor (cantora russa radicada nos EUA), a Kate Nash (Inglaterra), a Javiera Mena (Chile). Ficamos amigas, ela teve aqui no Brasil, para gravar a música e depois para participar do clipe”, diz sobre o vídeo, que já está em exibição na MTV.

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